Estudo mostra como o exercício nos mantêm jovens

Estudo mostra como o exercício nos mantêm jovens

Do ponto de vista fisiológico, idosos ativos se assemelham muito mais aos jovens do que poderíamos supor. É o que mostra um estudo recente, que avaliou os efeitos dos exercícios físicos sobre o processo de envelhecimento. O trabalhou revelou que muito do que costumamos pensar sobre a inevitabilidade do declínio físico pode estar errado e que, no fim das contas, a forma como envelhecemos depende sobretudo de nós mesmos.

No novo estudo, publicado no começo de janeiro no The Journal of Physiology, cientistas do Kings College London e da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, optaram por usar uma abordagem diferente da costumeira. Eliminaram a inatividade como um fator de sua pesquisa e, em vez disso, investigaram a saúde de pessoas mais velhas que se movem consideravelmente - sem serem, no entanto, atletas. "Queríamos entender o que acontece com o funcionamento do nosso corpo à medida que envelhecemos, se tomarmos o melhor cenário para isso", definiu Stephen Harridge, autor sênior do estudo e pesquisador do Kings College Londres, em entrevista ao New York Times.

Os cientistas analisaram 85 homens e 41 mulheres com idade entre 55 e 79 anos, que praticavam ciclismo regularmente. Os homens tiveram de provar ser capazes de pedalar 100 quilômetros em seis horas e meia; e as mulheres, 60 quilômetros em cinco horas e meia — marcas típicas de um alto grau de condicionamento físico em pessoas mais velhas.

Idade invisível

Os voluntários então passaram por uma grande variedade de testes físicos e cognitivos. Os cientistas determinaram capacidade de resistência de cada um deles, massa muscular e força, saúde metabólica, equilíbrio, memória, densidade óssea e reflexos. E então compararam os resultados do grupo de ciclistas entre si, e também destes com os padrões de envelhecimento supostamente normais. Os resultados dos testes foram semelhantes entre os ciclistas de todas as idades — a idade entre eles, afinal, variava mais de 20 anos —, mas diferentes das médias dos não-ciclistas. De modo que os pesquisadores puderam considerar que o desempenho e a saúde estavam mais associados à atividade do que à idade.

Em outras palavras: os ciclistas não demonstravam, pelos testes, a sua idade. Em quase todos os exames, seu funcionamento físico manteve-se relativamente estável ao longo das décadas, e foi muito mais próximo ao dos adultos jovens do que de pessoas da sua idade. Até mesmo os ciclistas mais idosos tiveram níveis de equilíbrio, reflexos, saúde metabólica e capacidade de memória semelhantes às de pessoas jovens.

Há, claro, exceções. Os ciclistas mais velhos têm menos poder muscular e massa do que aqueles na faixa dos 50 anos, além de capacidades aeróbicas globais consideravelmente mais baixas. Ainda assim, o conjunto de resultados mostra que o envelhecimento se dá de forma muito diferente para quem permanece praticando atividades físicas.

"Dê o resultado dos testes de uma dessas pessoas para um médico e peça para que ele deduza a sua idade", sugere Harridge. "Vai ser simplesmente impossível que ele acerte."




Autor: Equipe Clube
Data: 15/07/2021 17:23:49
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